O regresso do quiet luxury

O lançamento do segundo filme da saga O Diabo Veste Prada volta a colocar o estilo intemporal no centro da conversa. Mais do que nostalgia, o filme recupera uma estética que nunca chegou a desaparecer e que hoje tem nome: quiet luxury.

Miranda Priestly, personagem interpretada por Meryl Streep, afinal, já o vestia muito antes de se tornar tendência.

Ao contrário de ciclos marcados pelo excesso e pela visibilidade, o quiet luxury valoriza a subtileza. Cortes bem definidos, materiais de qualidade e peças que não dependem de logótipos para se destacarem. Uma estética discreta e sofisticada que se afirma precisamente por não precisar de se impor.

Na Wallapop, o impacto já se faz sentir: as pesquisas relacionadas com o universo do filme cresceram 143% na última semana. O mercado de segunda mão afirma-se como aliado natural desta estética, permitindo aceder a peças de qualidade de forma mais acessível e consciente.

Em vez de acompanhar todas as tendências, há uma procura crescente por um guarda-roupa mais consistente, onde cada peça tem um propósito e uma maior durabilidade. Consumir melhor, com mais critério e com maior atenção ao valor real de cada escolha. Porque o verdadeiro luxo não precisa de ser evidente. Está nos detalhes, na consistência e na forma como cada peça se integra numa identidade própria.

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